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Por Eduardo Pompeu · Publicado em 02/07/2026

Economia circular

Economia circular nas empresas: cases reais no Brasil

Economia circular não é só conceito de slide corporativo: já aparece em setores como engenharia, moda, varejo e indústria química no Brasil. Veja exemplos concretos, o que cada um fez na prática e o que isso mostra sobre por onde começar.

Em 30 segundos

  • Segundo a CNI, a maioria das indústrias brasileiras já adota pelo menos uma prática associada à circularidade.
  • Cases reais vão de design modular na engenharia a matéria-prima renovável na indústria têxtil e química.
  • O brechó é um dos exemplos mais visíveis de economia circular no varejo brasileiro.

O quadro geral: adoção crescente, mas ainda desigual

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a maior parte das indústrias brasileiras já adota ao menos uma prática associada à circularidade, com redução de custo operacional citada como o principal ganho relatado pelas empresas. Isso mostra que economia circular não é só discurso ambiental — também é decisão de eficiência.

Design modular: Precon Engenharia

Um exemplo citado no setor de engenharia é o design modular, usado pela Precon Engenharia: estruturas pensadas para serem montadas, desmontadas e reaproveitadas, em vez de construções que geram entulho de difícil reaproveitamento ao final da obra ou reforma. A lógica é a mesma que vimos em economia circular vs. linear: projetar pensando no fim de vida do material desde o início.

Matéria-prima mais segura e renovável: Tarkett e C&A

No setor industrial e de moda, empresas como Tarkett e C&A vêm priorizando matérias-primas mais seguras, renováveis e atóxicas em parte da produção — uma mudança que ataca o problema na origem, antes mesmo de chegar na etapa de descarte ou reciclagem.

Impacto social como parte do ciclo: Rede Asta

Circularidade também aparece em modelos de negócio que unem sustentabilidade com inclusão produtiva. A Rede Asta é um exemplo: conecta artesãos e pequenos produtores a canais de venda, formalizando trabalho que muitas vezes usa materiais reaproveitados como matéria-prima.

O maior exemplo do dia a dia: brechós

Nem todo case de economia circular é industrial. O setor de brechós no Brasil já movimenta bilhões de reais por ano, segundo estimativas do Sebrae — um mercado inteiro construído em cima de reuso de roupas, exatamente a lógica de “reduzir → reusar → reparar → reciclar” que a economia circular defende.

Incentivo institucional: Lei de Incentivo à Reciclagem

Do lado do financiamento, a Lei de Incentivo à Reciclagem tem viabilizado centenas de projetos aprovados nos últimos anos, com recursos direcionados especificamente para cadeia de reciclagem e circularidade — um sinal de que o tema também está ganhando estrutura de política pública, não só iniciativa isolada de empresa.

O que isso ensina para quem quer começar

  • Não precisa ser indústria grande: brechós e pequenos negócios também são economia circular de verdade.
  • Comece pela origem do material: escolher matéria-prima renovável evita problema lá na frente.
  • Circularidade também gera eficiência: redução de custo é um resultado real, não só benefício de imagem.

FAQ rápido

Economia circular é só para empresas grandes?

Não. Brechós e pequenos negócios de reuso são exemplos concretos de economia circular em escala local, sem precisar de estrutura industrial.

Circularidade reduz custo ou aumenta?

Segundo dados setoriais da indústria, a redução de custo operacional costuma ser o principal ganho relatado por empresas que adotam práticas circulares.

Por onde uma empresa começa?

Geralmente pela origem do material (matéria-prima mais renovável/segura) ou pelo design do produto pensando em desmontagem e reuso — os dois pontos aparecem nos exemplos citados aqui.

Próximo passo recomendado

Para entender a lógica por trás desses cases, veja a diferença entre modelo linear e circular.

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